A terra de Simbad o Marujo, Al Sawadi Beach Resort | Texto e fotos: Kadu Pinheiro

Omã, uma jóia bruta no meio do Oriente Médio, um país com uma natureza maravilhosa, intocada e com um povo amável e ao mesmo tempo tradicional, uma incursão ao mundo árabe, em um país aberto ao ocidente, assim começo a narrativa de nossas aventuras nessas terras pouco exploradas, com o intuito de revelar os mergulhos fantásticos do golfo de Omã, nossa primeira parada: Muscat, no Al Sawadi Beach Resort, um hotel localizado ao pé das montanhas, uns 90 km de distância do centro de Muscat, o hotel é quase que 100% voltado ao mergulho e ao turismo de aventura, conta com um centro de operações de mergulho da Extra Divers, e atende basicamente o mercado Europeu.

O mar é verde, límpido e quente de tal maneira que poderia ser confundido com o mar do Caribe. Nele nadam golfinhos, tartarugas e peixes coloridos de todos os tipos, um cenário perfeito para mergulhadores, que são cada vez mais numerosos na região. 

As montanhas áridas se elevam perto da costa, criando condições perfeitas para a prática do  alpinismo, além de caminhadas e trilhas que também atraem mais aventureiros para a região.

O clima desértico favorece a prática de esportes ao ar livre. O governo estimula o desenvolvimento do turismo e quer ver saltar de três milhões para 12 milhões o número de visitantes ao ano até 2020. A combinação desses fatores faz do Sultanato de Omã um destino emergente de ecoturismo, que oferece ainda a oportunidade de conviver com a cultura islâmica, seus templos, suas tradições, aromas e sabores.

Uma cidade pequena com tudo no lugar, Alguns monumentos são banhados em ouro, o que deixa a cidade com um charme inigualável. O Sultanato de Oman é uma monarquia onde o chefe de estado é o Sultão.

Muscat é a capital de Omã e fica no Oriente Médio. Banhada pelo Mar Árabe do Golfo de Omã e o pelo Golfo Pérsico entre o Yemen e os Emirados Árabes Unidos. É a segunda cidade mais limpa do mundo, ficando apenas atrás de Singapura. Sua arquitetura é minuciosa e preservada nos mínimos detalhes. 

Por ordem do Sultão não se pode erguer edifícios com mais de quatro andares, casas somente brancas e sem telhas, por isso ela é única,  um dos pontos a se visitar é a Grande Mesquita do Sultão Qaboos, exuberante e magnífica, além de gigantesca é com certeza um dos pontos altos da arquitetura local.  

Nos contos infantis, Muscat é a cidade escolhida por “Simbad o Marujo” para morar e reinar depois de sua tormenta. A lenda diz que em 536 a.C. o marujo chegou ao território ocupado pelos persas e instaurou o primeiro sultanato.

Este paraíso fica somente à uma hora de Dubai de avião e está encravado entre as montanhas e o mar, é um lugar exótico e rico, com belos castelos, fortes e vales encrustados entre as montanhas.

Agricultura e a pesca constituem as principais exportações de Omã. Os principais importadores de produtos omanitas são o Japão com 27%, a China com 12%, a Tailândia com 18%, os EUA e Coreia do Sul com 12%. Mas o forte mesmo da exportação é o petróleo de Oman (explorado desde 1964) que se dirigem para o sudeste asiático, Japão, Coreia do Sul e China.

Sua moeda é o rial, cuja cotação média é de pelo menos 2,5 vezes o dólar, nos hotéis e casas de câmbio você pode trocar euro ou dólar sem problemas.

A ausência de um sistema de transporte coletivo faz dos táxis uma alternativa cara para o visitante, porém menos arriscada do que se aventurar em carros alugados, uma vez que o trânsito e as placas não são muito amigáveis ao visitante. 

Mas o sultanato é considerado por organismos internacionais um dos destinos não-europeus mais seguros de se visitar. Literal e metaforicamente, um oásis.

O resort, está bem localizado numa região mais afastada e menos movimentada, os quartos contam com ar condicionado e frigobar, internet gratuita somente no Lobby do hotel e no restaurante, a comida é deliciosa, e conta com o sabor de especiarias árabes. 

O hotel tem uma piscina grande e uma infantil, além do completo dive center operado pela Extra Divers, que conta com 3 lanchas rápidas com capacidade para atender 20 mergulhadores cada, recarga de nitrox e local para guardar os equipamentos de mergulho, caso precise locar alguma coisa, os equipamentos são novos e bem cuidados.

Sobre os Mergulhos

Diferente dos mergulhos no Egito, Muscat não tem paredões, os mergulhos não passam de 30 metros de profundidade, e são realizados ou próximos a costeira de algumas ilhas ou em jardins de corais submersos.

Planejamos os mergulhos em Muscat apenas como um aquecimento para os outros mergulhos que estavam por vir a bordo do Liveaboard Saman Explorer em Salalah (etapa que será abordada em uma próxima edição), fizemos apenas 3 mergulhos em 2 dias de estadia, para conhecer e avaliar a qualidade da operação e dos mergulhos na região, maximizando nossa trip.

Fomos gratamente surpreendidos com a qualidade dos mergulhos e com a operação da extra divers, uma diversidade de vida absurda e muita cor, num mar calmo e flat, sem correntes, o que nos proporcionou mergulhos bem prazerosos e longos.

Al Sawadi é o ponto de partida para as Ilhas Daymaniyat, as jóias da coroa do mergulho em Omã, estas pequenas ilhas ficam a cerca de 15 milhas da costa Batinah e são uma Reserva Marinha em Omã. 

Há peixes muito raros que tendem a ser maiores e mais numerosos do que em outros lugares do Golfo de Omã e o desenvolvimento dos recifes de coral são mais substanciais. Aqui você pode encontrar jardins coloridos, tartarugas, lagostas, cardumes de pequenos peixes e, com um pouco de sorte e dependendo da época podemos ainda mergulhar com tubarões-baleia (de Julho a Setembro).

No fim das contas o que era para ser um pequeno aperitivo, nos deixou de boca aberta e em apenas 3 mergulhos foi possível produzir material para uma matéria completa sobre Muscat.

Na parte terrestre tivemos a oportunidade de conhecer a fortaleza de Nakhal, construída a mais de 350 anos, e incrustada nas montanhas perto do vilarejo de mesmo nome, ainda visitamos uma nascente de águas cristalinas onde os locais costumam passear e se divertir, uma imersão na cultura do povo omani.

Para terminar nossa visita em Muscat, após um atraso em nosso voo para Salalah acabamos tendo tempo de conhecer a grande mesquita do Sultão Qaboos, um lugar mágico e cheio de misticismo, com arquitetura única e grandiosa, nos deixou de boca aberta, uma dica: não é permitida a entrada vestindo bermudas ou shorts, as mulheres precisam usar um lenço cobrindo a cabeça, no geral os omanis são bem tranquilos quanto a respeitar a cultura e o modo de vestir ocidental, mas dentro da mesquita valem as regras muçulmanas.

E assim terminamos nossa primeira etapa da aventura em terras Omanis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *